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domingo, 14 de fevereiro de 2016

Transgênero: Tabu de Dana (1932)

por: Dr. Marlen Elliot Harrison

Mais um artigo na série de resenhas de fragrâncias que interroga, “Como é que uma fragrância transcende o gênero?”
Olá e benvindos a minha nova coluna aqui no Fragrantica: “Transgênero,” uma exploração de aroma, gênero e liberdade olfativa. Ainda que eu defenda que as fragrâncias não têm gênero, os estereotipos socioculturais sobre a masculinidade prevalecem muitas vezes nas perfumarias. Juntem-se a mim à medida que eu exploro algumas das obras-primas da perfumaria do século XX na minha busca para encontrar respostas à seguinte questão, “Pode um homem usar com sucesso um perfume feminino?”
"Faça um perfume que pudesse ser usado por uma prostituta."
Resumo: O protótipo da perfumaria do início do século XX que foi imitado e resenhado por... quase toda a gente, Tabu merece ser usado pelo menos uma vez pelos amantes convictos dos perfumes nem que seja para experienciar o aroma rico e intenso deste controverso oriental de patchouli e benjoim.
Perfumista: Jean Carles
Experimente se gosta de: Aromas terrosos, ambarados, especiados com patchouli; fragrâncias vintage; fragrâncias animálicas; "incenso" como o nag champa; aromas doces/de xarope que fazem lembrar cola ou cerveja-de-raiz.
Me faz lembrar: É melhor escrever que os seguintes perfumes me fazem lembrar Tabu: Lagerfeld KL Homme e até certo ponto Classic (para homem), YSL Opium, ELYouth Dew, Tuvaché Tuvara, CK Obsession, e mais do que qualquer outro, LushKarma... e uma diversidade de aromas com tema de patchouli onde as notas resinosas como o âmbar ou o benjoim adoçam a onda herbal do patchouli.
Uma resenhadora do Fragrantica disse, e eu concordo: "O comentário do meu namorado foi que lhe faz lembrar uma loja de tabaco com incenso queimando ou shisha, ou uma barraquinha de aromaterapia numa feira. Doce, ligeiramente suado (de uma forma boa e interessante), um pouco esfumaçado, e DEFINITIVAMENTE incensado, pelo menos em mim. Me faz lembrar nag champa."
Prós & Contras: Em termos de nome e marketing, Tabu deve ser uma das mais confusas fragrâncias na história da perfumaria. A lenda diz que o briefing de design dado ao perfumista de Dana foi "um perfume que pudesse ser usado por uma prostituta." Acha que isso é apelativo? Imagine a resposta dos consumidores do pós-Guerra e da era da grande depressão! É claro, esta era a altura em que Jicky, Scandal e My Sin eram os grandes sucessos. Adoraria saber ainda mais sobre o que está por detrás da historia desta fragrância.
Ainda mais interessante é o fato de Tabu ser sido sempre comunicado usando um quadro que referencia o texto mais controverso de Tolstoy, uma estória de amor, infidelidade e crime. Veja a imagem abaixo e oiça a Sonata Kreutzer de Tolstoy (inspirada em Beethoven) e entenderá os frascos em forma de violino. A personagem principal da história encontra sua mulher abraçada a um violinista com quem ela estava tendo um caso e esfaqueia-a até à morte. Delicioso. Daí o nome Tabu, a fragrância de um caso proibido. Veja a imagem dos amantes no canto superior esquerdo do frasco mostrado abaixo.
Mais ainda, Tabu tem sido engarrafado tantas vezes que poderíamos perguntar quão diferente cada uma das versões poderá ser. Muitos resenhadores parecem notar variações de década para década, provavelmente devido às restrições do mercado sobre algumas matérias-primas do perfume original.
Criticado por ser forte, pesado, repugnante, antiquado e mesmo nauseante, Tabu é muitas vezes associado por muitos às gerações de mulheres mais velhas que o usavam como sua assinatura. Contudo, Tabu é também louvado como revolucionário, incomparável, rico, intoxicante e viciante. Felizmente, por um preço minúsculo, os amantes dos perfumes podem experimentá-lo e chegar a suas próprias decisões. Aqueles que nunca o experienciaram pode esperar uma surpresa deliciosa pois podem criar suas próprias ideias acerca do aroma sem quaisquer referências históricas ou pessoais. Amantes de patchouli - este pode ser o vosso cálice sagrado.
Kreutzer Sonata por René François Xavier Prinet
Quanto às suas conotações de gênero, começarei com uma observação de um dos membros do Fragrantica, "Meu deus, este perfume não é para mim. Consigo ver que possa ficar bem em algumas pessoas. Definitivamente não é ao meu gosto. Não gosto de escrever resenhas más, e destruir o perfume favorito de alguém. Mas é concerteza um gosto adquirido. Demasiado amadeirado e especiado e muito masculino. Tem uma qualidade de 'old spice'."
Outro membro escreveu alegremente sobre Tabu, "Felizardo sou eu! Não estou tentando cheirar bonitinho mas adoro usar perfumes de outro gênero. Isto está crescendo em mim. Uma espécie de cheiro sujo décadas depois de seu auge? Parece perfeito para um homem maduro que não tem ligações a sua história. Para mim, é um nome familiar mas é tudo. Para mim é diversão de especiarias. Quando ele atinge sua química natural, animálica elas instantaneamente se reconhecem, e se dão muito bem. (meus problemas acontecem com os perfumes frescos... minha pele os engole e me relembra que estou desperdiçando dinheiro.) Talvez os tempos tenham mudado e Tabu pertença a mim agora? Um homem mais velho, confiante, um pouco obscuro mas também luminoso? Tabu e eu damos nova vida um ao outro. Não queremos estar na moda. Queremos ser selvagens mas controlados."
Não interessa qual a versão que você experimenta, Tabu tem inegavelmente uma boa longevidade e forte silagem.
Notas: DanaBeauty.com atualmente lista as notas como "Bergamota Italiana, Óleo de Limão, Rosa Búlgara, Ylang-Ylang, Absoluto de Jasmim, Patchouli, Musgo de Carvalho, Benjoim, Âmbar, Almíscar." Anteriormente, Cravinho-da-índia/cravo, narciso, musgo de carvalho, sândalo e civeta também estavam incluídos na lista de notas.
Descrição do designer: “'A lendária fragrância exótica oriental de Dana. TABU é a verdadeira essência da sensualidade e da paixão. TABU é salientado com citrinos frescos e enriquecido com óleos essenciais de flores luxuosas e madeiras sensuais."DanaBeauty.com
Número de vezes que testei: 100+ nos últimos 20 anos.
Número de sprays aplicados para esta resenha: 1 spray no meu pulso a partir de um frasco de colônia de 15ml que eu comprei em 2016.
Força da fragrância: Eau de Cologne
Desenvolvimento: (Linear / Médio / Complexo): Tabu abre com proeminentes citrinos, principalmente óleo de limão, e seu coração terroso de patchouli-e-cerveja-de-raiz está imediatamente presente. À medida que as notas de topo assentam, o coração floral cresce mas as flores individuais são impercetíveis. As notas de coração acrescentam profundidade ao caráter herbal de Tabu. O benjoim adoça o affair acrescentando um ligeito toque baunilhado. Apesar de a civeta ter sido famosamente usada, hoje Dana explica que usa uma nota sintetica animálica cruelty-free e que a palavra civeta já não está incluída na descrição da marca. Contudo, há definitivamente um almíscar animálico permanecendo através da secagem.
Longevidade: (Curta / Média / Longa) Apesar de tipicamente só estar disponível em colônia, apenas um spray no meu pulso durou umas boas 8 horas.
Silagem: (Pouca / Média / Muita) Tabu é forte e difusivo por isso pode ser melhor evitá-lo em espaços fechados. E não consigo imaginar usá-lo em qualquer tipo de tempo quente.
Nota sobre a embalagem: Qual embalagem? Exisem tantos frascos diferentes que é difícil comentar.

Onde posso comprar? Encontre-o online por apenas $6 USD num frasco de 15ml spray/splash.
Conclusão: Se é um amante do patchouli como eu, éprovável que já tenha experienciado uma série de versões - desde o verde mentolado ao "partes sujas" ao terroso adocicado. Notei que muitas fragrâncias modernas de patchouli tendem a acasalar as ervas verdes com as notas balsâmicas tais como resinas, benjoim e ládano; acordes gourmand como chocolate, baunilha ou bagas; e florais clássicos como rosa e jasmim. Estes pares normalmente temperam o de outro modo aroma sujo ao qual muitas pessoas torcem o nariz. Tabu oferece tanto um como o outro - patchouli resinoso, floral. O interessante é que não se consegue descrever Tabu como floral, nem por um segundo, e é provavel que se testado às cegas, seja difícil classificar o gênero de Tabu. Acha que o patchouli tem um gênero inerente em sua cultura ou associações aromáticas?
Tem sido notado que Tabu emprega uma quantidade astronômica de patchouli, 10% da composição. Isto diz muito em termos da familiaridade da fragrância assim como do desdém que muitos sentem por ele. Quanto a mim, Tabu foi amor ao primeiro cheiro mas levei algum tempo a me convencer a experimentá-lo!
Me ofereceram um pequeno frasco de Tabu num daqueles vidros em forma de violino ni início dos anos 2000. Antes disso eu não gostava de nada que tivesse patchouli mnas tinha começado a mudar minha opinião com Patchouli Patch de Giacobetti e Voleur de Roses de Almairac para L'Artisan Parfumeur, o primeiro com osmanthus, almíscar e sândalo, e o segundo com rosa e ameixa. Ainda para ,mais, eu tinha sido recentemente apresentado à bomba de patchouli da Lush, Karma, e gostei muito da combinação resinosa de citrinos e coníferas. E assim começou uma tendência minha. Após anos de aversão sabendo dos famosos 10%, finalmente experimentei Tabu. Fiquei no chão:
Maravilhoso! Intoxicante! Tabu...
A loja new age que se podia encontrar perto de cada colégio; é verde; é castanho; Já o cheirei em toda a cidade.
Limão no topo, baunilha no fundo: Shalimar misturado com Coca-Cola.
O incenso queimado, o hippy que adora Grateful Dead e vive no apartamento em frente.
E na no ar de uma noite fria de Osaka num sábado, eu usei Tabu para ir a um karaoke onde um amigo de Seattle me abraçou e me disse que eu cheirava como o seu estúdio de yoga. Apesar de eu nunca ter lá estado, eu sabia o que ele queria dizer, e muitos de vocês também saberão.
Tabu provoca ou desafia associações de gênero en vocês? Ambos?

sábado, 13 de junho de 2015

Navy for Men by Dana (1995)


by:
 Dr. Marlen Elliot Harrison

This is another in a series of bargain fragrance reviews, scents that may be found online or at discount stores for US $25 or less. Leave a comment below for your chance to receive a sample, shipped anywhere in the world, free!
Summary: The bargain fragrance response to the aquatic/sport paradigm of the late 80s and early 90s, Navy for Men (as in the color navy, not the military) celebrates its 20th birthday this year and with good reason: despite the bargain price tag, this modern fougère can fairly stand alongside its designer contemporaries with highlighted notes of mint, lavender and tangerine.
Perfumer: N/A, please tell us in a comment below if you know.
Try this if you like: Lavender, mint, tangerine; 1990s sport scents; classic fougères, citrus aromas.
Pros & Cons: Many folks love to hate this, ascribing words like synthetic, low class, cheap and common. Considering how easy it is to find Navy in dollar stores and apothecaries for about the same price as a Starbucks Frappuccino, some of those terms are apt. However, there is much more here than meets the eye. The bottle and packaging are basic and the fragrance is wholly unoriginal; however as many of its contemporaries have disappeared from production, Navy now stands out as a representation of a bygone genre. Add to that the decent longevity and overall pleasure of the composition, and in my opinion this is a bargain winner not to be missed.
Notes: “Top Notes: Tangerine, Lavender, Sage. Mid Notes: Watermint, Nutmeg, Geranium. Base Notes: Siam Wood, Musk, Sandalwood”—DanaBeauty.com
Designer’s Description: “Perfect for the man who values timeless sophistication and personal style. Discover the magnetism of this classic masculine scent. Refreshing citruses and herbs highlight this modern blending of rugged woods and spices. Subtle nuances of leather and clean musk provide long lasting appeal.”—DanaBeauty.com
Number of times tested: Five times over the last two months.
Number of sprays applied for this review: Two sprays to the back of my hand from a 100 ml bottle I purchased online (ca. 2015).
Fragrance strength: Cologne
Development: (Linear / Average / Complex): Although rather linear, I discovered an exciting, airy, aquatic note weaving in and out of the first hour of Navy for Men and indeed there is a very subtle leather/musk accord in the drydown.
Longevity: (Short / Average / Long-lasting) Surprisingly good for a cologne, about four-five hours.
Sillage: (A Little / Average / A Lot) On the softer side; Navy is perceivable but quickly grows quiet.
Note about the packaging: A blue glass and plastic bottle that recalls the shape ofGuy Laroche’s Drakkar Noir housed in a matching, blue, paper box.
Where can I buy it? A 100 ml Cologne spray is as low as $10 USD on online auction and discount sites.

The Bottom Line: I’ll admit it: I’ve long been a fragrance snob. For years I have been drawn to new and niche and thumbed my nose at drugstore classics and designer dupes. “They are too synthetic,” I thought; “I don’t want to smell like everyone else,” I asserted; and “They’re just plain cheap” I assumed. Somewhere in that 30-year journey I got wise that price tag and designer name did not equal quality of product nor was price or label any guarantee of my satisfaction.
Then something groundbreaking happened: I was sent a set of un-named sample vials, designer mixed with niche and drugstore, whose identities were known only to the sender. To my surprise, I fell in love with Charlie Blue and assumed it to be niche; likewise, I felt that a popular Tom Ford scent was likely a drugstore fragrance. I also somehow mistook Navy for Creed’s Green Irish Tweed (upon first sniff)! Then Charlie fragrances began to pop up on blogs and here at Fragrantica and I became enamored with the idea of saving my money and exploring the best of what I assumed to be the worst, only to find that there was plenty to get excited about under $25 USD, hence this column.



Dana’s Navy for Women (above) and Navy for Men launched while I was in college and many of my peers wore the fragrant duo. I remember on more than one occasion complimenting a female friend on her Navy for Women (an ambery gourmand) and spying bottles of Navy for Men in more than a few dorm rooms alongside Polo Sport (nearly identical), Safari and Stetson. At the time, Bath and Body Works and Victoria’s Secret were just beginning their expansions into affordable fragrance territory and many of us approached Dana and Coty fragrances as affordable alternatives to the expensive designer scents. The mint, lavender, citrus and musk paradigm had arrived and Navy by Dana pretty much nailed it for a fraction of the cost of other scents. True the quality of ingredients here as compared to Creed’s, for example, is indeed noticeable. But at first sniff, there are identifiable similarities and for anyone strapped for cash or unwilling to shell out a car payment in exchange for a bottle of scent, Navy might surprise you.

Ties Image: The Silentist